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	<title>Agência Abraço de Comunicação &#187; seminário</title>
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	<description>Órgão vinculado à Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária - ABRAÇO Nacional</description>
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		<title>Debate sobre direito autoral nas RadCom esquenta seminário da Rede ABRAÇO</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agencia abraco</dc:creator>
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		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
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		<description><![CDATA[Legislação é extremamente restritiva e não prevê um tratamento diferenciado para as rádios comunitárias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O seminário de formação de Comunicadores da Rede Abraço de Rádios Comunitárias debaterá, no dia 9 de outubro, o tema do direito autoral nas emissoras comunitárias. A legislação de direito autoral é extremamente restritiva e não prevê um tratamento diferenciado para as rádios comunitárias. Elas são tratadas da mesma forma que uma rádio comercial. Esta situação tem gerado problemas com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (ECAD). As instituições educacionais, bibliotecas e cine clubes tem enfrentado o mesmo tipo de situação.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 366px"><img style="margin-left: 5px; margin-right: 5px;" title="abertura" src="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/10/09/1325AC5186.jpg/image_media_horizontal" alt="" width="356" height="223" /><p class="wp-caption-text">Abertura do I Seminário - Foto: Antonio Cruz/ABr</p></div>
<p><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2009/10/09/1325AC5186.jpg"></a>Com o objetivo de resolver estes conflitos o Ministério da Cultura (MinC) está elaborando um projeto para alterar a legislação do direito autoral conforme explica José Vaz, coordenador de Gestão Coletiva e Mediação em Direitos Autorais: o ministério esta elaborando uma proposta que será colocada em consulta pública até o final do ano. A sociedade terá 45 dias para se manifestar e sugerir alterações. Após este prazo o MinC elaborará um projeto de lei que será envido para o Congresso Nacional. Vaz enfatiza que “o projeto não vai trazer prejuízo para os autores, uma vez que o que é arrecada junto às rádios comunitárias é um valor insignificante, mas vai trazer um benefício social”.</p>
<p>O gerente de arrecadação do ECAD, Márcio Fernandes, rebate o argumento do MinC e afirma que: ”As rádios comunitárias utilizam em suas programações farto repertório musical, que pertence as seus criadores e, portanto devem ser tratados como os demais fornecedores de  produtos para o seu funcionamento”. Fernandes compara o pagamento pela execução das músicas com os custos de aluguel, telefone ou de funcionários.</p>
<p>Ele explica que “os valores existentes para rádios comunitárias são diferenciados dos valores das rádios comerciais, levando em conta as diferenças existentes entre as duas utilizações e seu potencial econômico”. Quanto ao tratamento dispensado aos usuários que não pagam o direito autoral ele afirma que o ECAD adota procedimentos padronizados..</p>
<p>Everton Rodrigues, integrante do movimento Música para Baixar critica o ECAD pelo método utilizado para aferir a execução das músicas, que é por amostragem. Esta formula beneficia os artistas e gravadoras que pagam o “jabá” para ter suas músicas executadas nas rádios. “O artista independente fica de fora, para ele entrar tem que se submeter aos interesses das gravadoras e abrir mão da sua autonomia”, afirma Rodrigues.</p>
<p>Para ele as rádios comunitárias podem ser um veículo para os artistas locais. Rodrigues, também, questiona o ECAD pela atitude distinta que tem com as rádios comerciais e comunitárias: “quando as rádios comerciais não pagam não acontece nada, já quando as comunitárias não pagam o ECAD manda a Policia Federal”.  O movimento Música para Baixar defende que o arista possa escolher a forma de licenciar a música, de modo a que ele tenha o controle das sua obra.</p>
<p>O diretor da Agencia ABRAÇO de Comunicação, Marcelo Inácio de Sousa, explica que as rádios comunitárias não são contra o direito de propriedade intelectual: “queremos ser parceiros dos músicos na divulgação do seu trabalho e não meros reprodutores. Uma vez que as emissoras comunitárias não têm finalidade comercial”. As opiniões divergentes entre o ECAD e músicos independentes já dão uma idéia da polêmica que cercará o debate.</p>
<p>O Seminário da Rede Abraço de Rádios Comunitárias ocorre nos dias 9 e 10 de outubro, em Brasília, e vai tratar temas como a utilização de software livre pelas rádios comunitárias e a construção da Rede Abraçço como um espaço de compartilhamento de informações entre as integrantes da Rede. No dia 11 acontecerá a Conferência Livre da ABRAÇO que definirá propostas para a I Conferência Nacional de Comunicação.</p>
<address>Fonte: Abraço Nacional (Luis Carlos de Almeida &#8211; assessor de Comunicação)</address>
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